O que é necessário para entrar no FIES? Tire suas dúvidas!

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Fazer uma faculdade é o desejo de muitos estudantes que estão concluindo o ensino médio. Porém, é comum surgirem dúvidas não apenas sobre qual curso superior escolher, mas, também, sobre financiamento estudantil. Algumas das mais recorrentes, por exemplo, são como entrar no FIES, como funciona o programa e quais são as suas particularidades.

Pensando nisso, reunimos as principais questões sobre o assunto para esclarecê-lo e descomplicá-lo de uma vez por todas. Se você deseja participar de um programa de financiamento estudantil, acompanhe este post!

O que é o FIES e como ele funciona?

Criado em 1999 pelo Ministério da Educação, o Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) é voltado para estudantes que desejam fazer uma faculdade, independentemente do curso escolhido — direitoengenharia civilengenharia florestaladministração ou ciências contábeis, por exemplo —, mas que não têm renda familiar que permita entrar em uma instituição particular.

Ou seja, é uma oportunidade concreta para você ingressar no ensino superior e investir no seu futuro profissional, trilhando uma carreira promissora com reconhecimento e boa remuneração. Para isso, o FIES financia os custos do estudante com a graduação presencial em qualquer uma das universidades particulares integrantes do programa.

O seu funcionamento é bastante prático. Isso porque a cada ano são abertas novas inscrições e, uma vez selecionado, você terá uma linha de crédito para arcar com o valor das mensalidades do seu curso. A devolução do aporte recebido também é simplificada e ocorre em três fases:

  • utilização: pagamento trimestral e que diz respeito aos juros incidentes, não excedendo o valor de R$ 150;

  • carência: prazo de até 18 meses após a graduação ser concluída, no qual o estudante segue pagando, a cada três meses, apenas os juros incidentes;

  • amortização: período em que o valor da dívida começa a ser pago, podendo ser dividido em parcelas iguais por até 156 meses.

​Quais são os benefícios do programa e como são calculados?

Os benefícios do programa têm como principal característica a flexibilidade. Isso se deve ao fato de que você, como estudante, pode solicitar tanto o financiamento integral quanto parcial do seu curso — uma vantagem para quem é beneficiário de bolsa parcial do Programa Universidade para Todos (ProUni).

Para isso, é feito um cálculo que leva em conta cinco pontos específicos que garantem ou não a viabilidade de entrar no FIES: a sua renda mensal bruta, o comprometimento marginal da renda, a parcela a deduzir por renda, o valor mínimo de participação e o comprometimento efetivo do aluno.

Assim, evita-se que o orçamento mensal da sua família seja comprometido com o pagamento das mensalidades da sua graduação.

Quais são os requisitos para entrar no FIES?

Para entrar no FIES, é preciso ter realizado o ENEM, não zerar a redação e obter nota mínima de 450 pontos. Há outros requisitos impostos pelo programa para que você esteja apto a utilizá-lo. São eles:

  • não ter inadimplência com o Programa de Crédito Educativo;

  • não ter bolsa integral do ProUni ou parcial em uma instituição diferente da qual você está inscrito no FIES;

  • não ter sido beneficiado pelo programa anteriormente;

  • não estar com matrícula trancada na universidade, ou seja, sem exercer o período letivo.

Como é o processo seletivo?

Para ser beneficiário do programa, é preciso participar de um processo seletivo bastante similar ao do ENEM. Para tanto, você deve acessar o portal do Sistema de Seleção do FIES (SisFIES). Nele, você vai ingressar com seus dados pessoais e e-mail.

A partir disso, basta validar o cadastro e preencher seu perfil com informações sobre o curso e instituição desejados para conferir a nota de corte e vagas disponíveis. Essa etapa é chamada de pré-seleção. É nela que os estudantes são ou não classificados para entrar no FIES, de acordo com o resultado que obtiveram no Exame Nacional do Ensino Médio.

O resultado final é posteriormente divulgado pelo site do Fundo de Financiamento Estudantil. Porém, caso você não seja selecionado na chamada oficial, não se preocupe. Afinal, também é formulada uma lista de espera justamente com o intuito de preencher as vagas ociosas.

Como fazer a inscrição?

Uma vez que o resultado tenha sido divulgado e você selecionado, é hora de fazer a sua inscrição. Nessa fase, você tem exatos 5 dias para indicar qual tipo de financiamento deseja contratar.

O segundo passo é a validação das informações cedidas ao SisFIES na Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da sua universidade. Ao todo, você tem 10 dias para realizar esse processo, caso contrário, sua inscrição é preterida.

Por fim, será a hora de concluir e formalizar a adesão ao financiamento. Para isso, você deve comparecer ao Banco do Brasil ou à Caixa Econômica e efetivar a contratação do FIES.

O que fazer após conseguir entrar no FIES?

Uma vez que você se torna beneficiário do programa, pode ingressar na instituição de ensino, caso já não esteja matriculado nela. Porém, fique atento ao período de renovação do seu financiamento para o semestre seguinte, pois esse processo também é efetuado na Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento da sua faculdade.

Ele é chamado de aditamento e pode ser simplificado ou não simplificado. O primeiro é quando o contrato do seu benefício permanece igual ao firmado anteriormente. Já o segundo, por outro lado, tem modificações contratuais em relação, por exemplo, à apresentação de documentos, sejam do estudante, sejam do fiador — caso você tenha um.

Quais são as mudanças do FIES em 2018?

O Ministério da Educação (MEC) optou por fazer alterações no FIES que passaram a valer a partir de 2018. As modificações têm como foco aumentar a abrangência do programa. Uma delas é aumentar a renda familiar bruta mensal para 5 salários mínimos para ter direito ao financiamento estudantil. Anteriormente, esse limite era de 3 salários mínimos.

Outra ação foi estabelecer que aproximadamente 1/3 dos financiamentos do FIES não terá juros. A medida contempla cerca de 100 mil estudantes somente em 2018. Os demais beneficiados vão pagar uma taxa de juros que varia de 3% a 6,5%.

O MEC também pretende destinar os recursos do FIES para os que moram nas regiões mais pobres do Brasil. Mais uma mudança abrange o começo do pagamento das parcelas, que terá início quando o profissional estiver empregado. Antes, havia o prazo para o pagamento da dívida começar 18 meses após a formatura.

A quitação das parcelas não pode exceder 10% do salário bruto do beneficiário do programa. As alterações fizeram com que o FIES passasse a ter 3 categorias. Saiba mais a seguir.

FIES 1

Nessa modalidade, não há cobrança de juros durante o financiamento. Ela contempla os que têm uma renda familiar bruta mensal de 3 salários mínimos por integrante.

FIES 2

O principal objetivo dessa categoria é beneficiar os que moram nas regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte do Brasil. Os financiamentos devem ter uma taxa de juros de 3%, em vez de 6,5%, como era até 2017.

Podem participar os que apresentarem uma renda familiar bruta mensal de até 5 salários mínimos por pessoa.

FIES 3

Pode contemplar universitários de todo o país, desde que tenham uma renda familiar per capita mensal de até 5 salários mínimos. A taxa de juros é variável, sendo estabelecida pela instituição financeira que executa o financiamento.

Resolução

Em junho deste ano, o MEC publicou uma resolução no Diário Oficial da União para facilitar a vida dos estudantes que participam do FIES. A medida permite que os beneficiados parcelem as dívidas com as instituições de ensino superior em até 18 meses.

Antes, era necessário estar em dia com a faculdade para renovar o contrato do programa. Foi fixado o teto de 30% do valor da mensalidade para ser abatida em cada parcela por mês. Por exemplo, o aluno atrasou o pagamento de uma mensalidade de R$ 200. Nesse caso, pode pagar até R$ 60 no próximo mês para regularizar a situação.

Além disso, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) fixou o valor máximo que poderá ser cobrado por mês em 30% da parcela. Ou seja, se um aluno atrasou o pagamento de uma mensalidade de R$ 100, ele poderá pagar até R$ 30 junto com a próxima parcela mensal.

Como é estabelecida a classificação dos candidatos?

A classificação considera o desempenho no ENEM. O primeiro colocado é o que tem maior pontuação média nas provas objetivas e de redação. O MEC prioriza contemplar os que não têm curso superior.

Se algumas vagas não forem ocupadas, os candidatos que pretendem fazer uma nova graduação podem ser selecionados.

No caso de empate no ENEM, o primeiro critério é considerar a maior nota na prova de redação. Caso permaneçam com a mesma pontuação, a escolha do contemplado engloba os que têm, respectivamente, as maiores notas em Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza e Ciências Humanas.

Se um candidato sem graduação tiver a mesma nota no ENEM de um concorrente com diploma de nível superior, ele terá preferência para entrar no FIES.

Quais são as etapas de contratação do FIES 2018?

Com a publicação do resultado do FIES, os aprovados devem ter cuidado com a fase de inscrição. Ela é composta por três etapas, sendo a primeira o cadastro no SisFIES. Nele, é necessário informar dados complementares, responder a um questionário socioeconômico e disponibilizar a comprovação de renda. Todo esse processo deve ser finalizado em até 10 dias.

Outra etapa é apresentar os documentos para a Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da faculdade em que o candidato está matriculado e conseguiu o financiamento.

Ela contribui para validar dados e fazer com que haja uma definição correta dos documentos a serem levados para a instituição financeira, agilizando o processo e evitando a perda de tempo.

Depois de resolver as pendências no SisFIES e na CPSA, o próximo passo é a formalização do financiamento estudantil. É necessário que o candidato leve o documento exigido a uma agência bancária conveniada ao FIES para que o contrato seja assinado e o financiamento liberado.

Quem apresenta condições para ser fiador do FIES?

Para entrar no FIES, é imprescindível que haja a participação do fiador. Ele é o responsável por quitar as parcelas se o titular do empréstimo não tiver condições de fazer isso. Podem ser fiadores os cidadãos brasileiros e portugueses.

Atualmente, há dois tipos de fiança que são utilizadas pelo SisFIES. O primeiro é chamado de convencional, com o candidato podendo escolher até duas pessoas físicas. Na fiança solidária, podem ser escolhidas de 3 a 5 pessoas. Elas não precisam comprovar rendimentos e devem estudar na mesma faculdade do candidato, mas não podem ser parentes do beneficiado.

Como encontrar uma faculdade participante do FIES 2018?

O Ministério da Educação (MEC) disponibiliza na internet a relação das instituições de ensino superior que aderem ao FIES. Somente podem participar do programa as faculdades ou universidades que são bem avaliadas.

Essa iniciativa é uma maneira de proporcionar aos beneficiados uma maior segurança ao começar a graduação. Além disso, contribui para a formação profissional dos estudantes, que receberão um ensino de boa qualidade e direcionado para o sucesso no mercado de trabalho.

O ideal é você pesquisar, com calma, o histórico das instituições de nível superior que fazem parte do FIES. Com certeza, a escolha da faculdade é uma atividade relevante para a sua formação acadêmica e profissional.

Converse com ex-alunos e professores da instituição onde pretende estudar. Eles também podem passar orientações valiosas sobre o funcionamento do curso e do FIES. À medida que você obtém mais informações sobre a dinâmica de uma instituição de ensino, mais fácil será a sua adaptação.

Faculdade de Rondônia (FARO) é uma das que fazem parte do FIES e oferece uma série de cursos para os que pretendem seguir uma carreira no futuro. Com uma boa organização e professores qualificados e experientes, a instituição é uma referência em qualidade de ensino.

Antes de você decidir o curso que pretende fazer, é fundamental estar bem informado sobre o conteúdo da graduação e as tendências do mercado de trabalho. Assim, aumentam as suas chances de fazer a escolha certa.

E aí, tirou suas dúvidas sobre como entrar no FIES e os detalhes desse programa de financiamento estudantil? Então, aproveite e comece já a pensar no seu futuro profissional, pois ele começa com uma graduação em uma faculdade com corpo docente especializado, completa infraestrutura e cursos altamente conceituados!

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