Descubra como funciona um Comitê de Ética em Pesquisa

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Para quem pretende entrar em uma Instituição de Ensino Superior (IES), é interessante ter informações sobre o Comitê de Ética em Pesquisa (CEP). Um dos motivos é que ele contribui para os estudantes adotarem procedimentos adequados nos trabalhos acadêmicos que exigem um estudo mais detalhado.

À medida que um universitário tem conhecimento das regras a serem seguidas para desenvolver um estudo importante para a sociedade, maiores são as chances de obter bons resultados e contribuir para que a faculdade seja reconhecida pelos serviços prestados.

Neste post, apontaremos uma série de fatores ligados ao comitê com a intenção de ajudar você a compreender como essa instância funciona. Confira!

Veja como pode ser organizado

O CEP consiste em um colegiado multidisciplinar e independente. Ele deve ser criado nas instituições que fazem pesquisas com seres humanos em território nacional. Esse comitê tem como meta defender o interesse, a integridade e a dignidade dos que estão envolvidos no estudo. Essa postura é essencial para os trabalhos estarem de acordo com padrões éticos.

De acordo com a vice-coordenadora do Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Rondônia (FARO), Deusilene Vieira, o CEP é formado por professores de diferentes cursos da faculdade, como Direito e Engenharias (Civil e Florestal). Também há representantes externos, como uma professora de outra instituição. Essa exigência é uma regra estabelecida pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP).

Há diversas atribuições que o comitê deve executar. Uma delas é analisar todos os projetos de pesquisa encaminhados por uma plataforma do CONEP. “O pesquisador deve inserir o conteúdo dos estudos que chegam até os docentes da FARO via sistema nessa ferramenta”, explicou a vice-coordenadora.

Após o recebimento do projeto, o material é encaminhado para um relator, que integra o Comitê de Ética em Pesquisa. Ele avalia o trabalho do pesquisador de acordo com os critérios relacionados à ética envolvida. Também verifica se os dados apresentados realmente representam a proposta. Ou seja, se o título indicado tem relação com a justificativa, os objetivos e a metodologia.

“A análise engloba os riscos e benefícios relacionados com a pesquisa, os resultados esperados e o que esse projeto representa para a sociedade. Além disso, abrange o benefício para aquele que está sendo o usuário da pesquisa e para aquele que vai fazer com que essa iniciativa ocorra”, explicou Deusilene Vieira.

Depois da avaliação, o relator expõe o projeto na reunião mensal do comitê, coloca todas as propostas apresentadas pelo pesquisador e aborda se o estudo acata ou não as prescrições de ética vigentes.

Regras

Para o funcionamento do comitê estar de acordo com as melhores práticas, é necessário seguir as resoluções do CONEP, que são de domínio público. Qualquer pessoa pode ter acesso às regras que especificam todos os requisitos a serem seguidos por uma pesquisa.

“A FARO não pode criar as próprias regras de avaliação. Seguimos sempre o regimento de ética nacional. Tanto é que o comitê é avaliado por seguir todo esse regulamento. Se eu mudo esse regulamento, o comitê pode ser punido”, detalhou a vice-coordenadora.

Respeitar os procedimentos firmados é importante para os pesquisadores executarem um trabalho dentro do regimento ético do Brasil. Isso faz com que eles sejam avaliados por todos os parâmetros regulamentares existentes.

Para o usuário, a pesquisa proporcionará resultados, de forma direta ou indireta, que vai beneficiá-lo, pois os dados do estudo poderão ser utilizados para complementar algumas situações no futuro.

Cada pesquisa tem um direcionamento próprio. Por isso, o principal benefício é a aplicação do estudo em médio e longo prazos. “Para isso ser mais bem definido, fazemos um levantamento de dados com o objetivo de usar a pesquisa para trazer melhorias para a instituição de ensino e o sistema”, reforçou Deusilene.

Entenda por que o comitê é necessário

A presença do Comitê de Ética em Pesquisa evita que os estudos sejam desenvolvidos fora do parâmetro ético seguido no Brasil. Ela também é necessária para que seja inserida uma cultura de trabalhos acadêmicos feitos seguindo as diretrizes do CONEP, o que é muito positivo para uma instituição de ensino realizar pesquisas relevantes para a sociedade.

A questão ética é toda deixada de lado quando não há, dentro da instituição, um comitê atuante. Pesquisadores e alunos devem estar envolvidos para seguir estudos que tenham objetivos claros e que possam ser concretizados.

A implantação de um comitê com relatores atentos é essencial para os pesquisadores adequarem os trabalhos às normas vigentes. “Se não houver esse cuidado, você prejudica o usuário que vai participar, porque ele não terá como acompanhar o uso das informações fornecidas para a pesquisa. Isso gera um prejuízo para a sociedade como também para a instituição”, enfatizou a vice-coordenadora.

Papel

O Comitê de Ética em Pesquisa é crucial porque exerce um papel de desenvolver o ensino dentro da instituição. Ele colabora para o professor e o estudante na graduação terem maior envolvimento com trabalhos acadêmicos de alta qualidade. Isso é uma forma de levar a ciência para o dia a dia dos alunos.

Em virtude da presença do comitê, torna-se viável trabalhar com os professores a cultura de pensamento e a execução de um projeto. Para isso ser efetivado, é imprescindível que o docente entenda que o estudo deve ser avaliado internamente por uma instância na faculdade.

“Boa parte das pesquisas desenvolvidas está relacionada ao ser humano. Nesse caso, todas devem ter autorização ética. Conseguimos mostrar para o professor a necessidade de seguir o regimento nacional. Na FARO, o comitê existe desde dezembro de 2018, sendo que foi implantado de forma ativa no primeiro semestre de 2019”, acrescentou Deusilene Vieira.

Na avaliação da vice-coordenadora, todas as instituições de ensino deveriam ter esse comitê já que ele valoriza bastante os projetos desenvolvidos. Outro ponto positivo é criar uma cultura de trabalho seguindo uma conduta ética, principalmente, nas pesquisas que envolvem o ser humano. Afinal, esses estudos podem trazer benefícios para a sociedade e os participantes.

Um Comitê de Ética em Pesquisa é um passo fundamental para uma faculdade ou universidade adotar padrões que tornem os trabalhos acadêmicos mais relevantes para a sociedade. Isso é essencial para a instituição ser mais reconhecida pelos alunos e demais segmentos do público-alvo.

Se deseja conhecer melhor os procedimentos de pesquisa adotados pela FARO, entre em contato conosco agora mesmo. Estamos à disposição para tirar todas as suas dúvidas!

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