Engenharia ambiental e florestal: quais as diferenças?

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Muitos cursos apresentam grande diversidade de áreas para os universitários se especializarem. Dois bons exemplos são a engenharia ambiental e florestal.

Você pode estar se perguntando se esses campos de trabalho para engenheiros têm funções semelhantes. Para quem está começando a escolher um curso superior para estudar, essa dúvida tem sentido. Por isso, é muito importante você estar informado para verificar, com calma, se tem vocação para uma dessas profissões.

Com a intenção de ajudá-lo, vamos apresentar, neste post, as principais atribuições desses segmentos da engenharia, o panorama das oportunidades de emprego e dados sobre a graduação nessas duas áreas. Confira!

Fique informado sobre as principais atividades

Engenheiro ambiental

Participar ativamente dos processos de tratamento e controle de resíduos depositados pelas ações humanas na natureza. Essa é a principal atribuição do engenheiro ambiental que atua em projetos para a implantação de sistemas de tratamento de água e esgoto, além de colaborar com iniciativas voltadas para a recuperação de solos poluídos e degradados.

Esse profissional também contribui para o sucesso de outras ações, por exemplo:

  • avaliar como um processo ou produto pode causar impactos ao meio ambiente;
  • adotar medidas para diminuir o impacto ambiental provocado pela indústria e por ações feitas nos meios urbano e rural;
  • fazer o monitoramento da qualidade da água nos rios e nos mares;
  • fiscalizar e analisar a emissão de gases que afetam a qualidade do ar;
  • elaborar relatórios que mostram os impactos ambientais em um empreendimento (indústria, condomínio, estrada etc.) na natureza;
  • montar planos para a utilização racional dos recursos naturais;
  • apontar as melhores iniciativas para explorar corretamente os rios, os reservatórios e a água subterrânea;
  • desenvolver sistemas de drenagem para evitar enchentes e inundações.

Engenheiro florestal

Esse profissional tem como um dos principais objetivos auxiliar na exploração sustentável dos recursos naturais das florestas (madeira, óleos, resinas etc.). Por isso, é requisitado para participar de projetos de reflorestamento e na fiscalização de companhias (usinas termelétricas, siderúrgicas, entre outras) que utilizam recursos florestais.

Além disso, colabora com o beneficiamento de produtos provenientes de matas. Há ainda outras funções que podem ser desempenhadas pelo engenheiro florestal:

  • participar da administração de parques ecológicos e reservas florestais;
  • promover ações voltadas para a educação ambiental e o ecoturismo, incentivando iniciativas para preservar a fauna e a flora;
  • fazer pesquisas sobre sementes com a intenção de melhorar geneticamente a vegetação;
  • aperfeiçoar as tecnologias que priorizam aproveitar, extrair e industrializar madeiras e outros produtos florestais.

Conheça o mercado de trabalho para a engenharia ambiental e florestal

Agora que você já sabe qual a diferença entre engenharia ambiental e engenharia florestal, conheça as oportunidades de empregonessas duas áreas.

Engenheiro ambiental

No caso do engenheiro ambiental, as empresas normalmente o requisitam para consultoria. Um dos motivos é que muitos empreendimentos necessitam de licença ambiental para serem implantados.

Como a preservação ambiental e a sustentabilidade são valores cada vez mais adotados pelas organizações, esse profissional tem ganhado muito espaço e pode prestar serviços para construtoras, indústrias, usinas hidrelétricas e termelétricas.

O setor público, por ter uma grande responsabilidade com o bem-estar social e a conservação da natureza, também investe na contratação de engenheiros ambientais. A União, os Estados e os Municípios fazem concursos públicos ou processos seletivos de contratação temporária, com foco em contar com essa mão de obra.

Esse profissional também pode atuar no segmento de recursos hídricos. Aqui, ele é responsável pelo controle da qualidade da água e pela elaboração de iniciativas para aperfeiçoar a exploração de reservatórios.

Alternativas

No setor industrial, o engenheiro ambiental é importante no desenvolvimento de sistemas para prevenir e controlar a poluição. Outra atribuição é montar os processos relativos às licenças ambientais (prévia, de instalação e de operação).

São muitas opções de emprego para quem é da área de engenharia ambiental. Uma delas é o segmento acadêmico. Muitos optam por dar aulas no ensino médio e também no técnico de algumas disciplinas, como biologia, física, química e matemática. As instituições de ensino superior também oferecem vagas para os engenheiros dessa área.

Outro enfoque marcante da profissão é atuar em projetos que buscam melhorar a qualidade de vida dos cidadãos por meio de ações que visam à utilização dos recursos naturais de maneira sustentável.

Para você entender melhor: pense em uma fábrica de tapetes que usa a água para o tingimento dos tecidos e necessita de um profissional para fazer uma destinação adequada dos resíduos, com o objetivo de prevenir a contaminação da água ou do solo.

Nesse caso, o engenheiro ambiental está habilitado a resolver essa demanda, seguindo a legislação e as características da empresa e da comunidade envolvidas.

O engenheiro ambiental encontra muitas oportunidades de trabalho em projetos agrícolas e industriais, sendo que a maioria das vagas está concentrada nas regiões Sudeste e Sul.

De acordo com o Sine, o salário pode variar de R$ 2.420,34 a R$ 9.986,3.

Engenheiro florestal

As chances de emprego são mais evidentes nas empresas madeireiras que atuam nos segmentos de construção civil e de papel. Na agricultura, também existe muita demanda por esse profissional, devido à necessidade de ações como reflorestamento, melhoria das sementes e uso adequado dos rios na produção.

Além disso, o engenheiro florestal é bastante aproveitado nas atividades de fiscalização ambiental. Preservar a vegetação é um dos papéis mais importantes atribuídos ao poder público atualmente. Por isso, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Ibama fazem concursos para a contratação de profissionais, principalmente na região Norte.

No segmento de celulose, o engenheiro ambiental é bastante requisitado para apoiar os projetos relacionados à exploração dessa matéria-prima. Ele também trabalha em iniciativas que têm como objetivo utilizar recursos naturais para a produção de polpas e de essências utilizadas em medicamentos.

Dependendo do perfil do profissional da área, ele pode investir no empreendedorismo e oferecer serviços voltados para pesquisas de novos produtos.

É preciso aproveitar as chances que o mercado proporciona para inovar e atingir uma posição de prestígio.

Carreira

Muitos engenheiros florestais atuam como gestores de projetos. Essa ação é bastante comum na iniciativa privada, em que o profissional deve pensar em alternativas para a empresa explorar os recursos naturais, ao mesmo tempo em que preserva o meio ambiente e otimiza os gastos financeiros.

Para quem deseja investir na carreira acadêmica, a engenharia ambiental é uma excelente opção. Um dos motivos é que os profissionais podem trabalhar como pesquisadores em estudos relevantes voltados ao uso racional dos recursos naturais e à preservação ambiental.

O engenheiro florestal também pode se dedicar ao magistério superior em instituições de ensino públicas e particulares. Dessa forma, ele contribui para a formação de novos profissionais, que estarão qualificados para atender às demandas do mundo corporativo e da sociedade.

Consultoria em projetos de extensão rural e de empreendimentos de grande e médio porte é mais uma atividade para a qual o engenheiro ambiental pode ser contratado.

Segundo o Sine, a remuneração varia de R$ 2.888,63 a R$ 11.918,44.

Saiba mais sobre os cursos

Para entender melhor a engenharia ambiental e florestal, vale a pena conhecer como funciona a graduação nesses dois segmentos.

Engenharia ambiental

A graduação em engenharia ambiental se caracteriza por abranger diversas áreas do conhecimento, como:

  • ecologia;
  • geologia;
  • hidrologia;
  • física;
  • matemática;
  • química;
  • estatística;
  • topografia.

Nos dois primeiros anos, os alunos fazem matérias comuns a todos os segmentos da engenharia. A intenção é que os estudantes tenham mais condições de compreender as disciplinas específicas, por exemplo:

  • hidráulica ambiental;
  • avaliação dos impactos ambientais;
  • planejamento e gestão ambiental;
  • tratamento de resíduos;
  • geotecnia ambiental;

Sem dúvida, é necessário estudar bastante para ser formar em engenharia ambiental. O curso apresenta uma duração média de 5 anos, na modalidade bacharelado. Apenas recebem o diploma os que participam de um estágio supervisionado e apresentam o trabalho de conclusão de curso.

Engenharia florestal

Para ser um engenheiro florestal, o estudante precisa gostar muito das áreas de ciências agrárias e biológicas, uma vez que elas fazem parte da grade curricular do curso.

Uma prova disso é que os alunos aprendem conteúdos sobre as seguintes disciplinas:

  • botânica;
  • biologia celular,
  • filosofia vegetal;
  • silvicultura;
  • tecnologia de madeira.

Na graduação, também são abordadas matérias da área de exatas, como matemática e física. Em relação às disciplinas específicas, os alunos têm a oportunidade de obter informações relevantes sobre diversos segmentos, como:

  • florestas e recursos florestais;
  • impactos ambientais;
  • legislação ambiental;
  • microbiologia;
  • meteorologia;
  • planejamento urbano;
  • recursos hídricos.

Em média, o engenheiro florestal estuda cinco anos para receber o diploma. É necessário fazer um estágio supervisionado e um trabalho de conclusão de curso para obter o título de bacharel.

Avalie a instituição de ensino

Se você tem interesse em fazer engenharia ambiental e florestal, uma maneira de decidir a área em que atuará profissionalmente é analisar a faculdade onde fará a graduação. É necessário estar muito atento para não errar nessa escolha que terá grande influência na sua carreira.

A recomendação é verificar como a instituição de ensino superior é avaliada pelo Ministério da Educação (MEC), conhecer a infraestrutura, pegar dados sobre a grade curricular e pesquisar a qualificação dos professores.

No caso da Faculdade de Rondônia (FARO), o curso de engenharia florestal se destaca por contar com 80% do corpo docente composto por mestres e doutores e por atingir o conceito 4 no MEC.

A graduação também se destaca por oferecer aos estudantes mais de 15 laboratórios com equipamentos de alto nível e pelas aulas práticas. Isso colabora bastante para que os alunos saiam da faculdade preparados para prestar excelentes serviços.

Esperamos que, após a leitura deste post, você tenha assimilado as diferenças entre engenharia ambiental e engenharia florestal. Inegavelmente, isso vai ajudá-lo a analisar se essas duas carreiras são ideais para o seu futuro profissional.

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